UFMG e CODEMGE Pesquisa Científica das Pedras Decorativas Sustentáveis Stone Casa
UFMG e CODEMGE Pesquisa Científica das Pedras Decorativas Sustentáveis Stone Casa
Em arquitetura e construção, pedras decorativas não são apenas acabamento: são materiais geológicos com comportamento físico-químico próprio. Quando especificadas corretamente, entregam durabilidade, estabilidade dimensional, resistência ao desgaste e um desempenho estético que não depende de pintura ou filmes sintéticos. Por isso, o uso de rochas naturais em pisos, fachadas, muros, escadas, áreas de lazer e paisagismo exige a mesma lógica de qualquer material de engenharia: conhecer densidade, absorção, resistência, coeficiente de atrito, espessura recomendada e tipo de aplicação.
Na Stone Casa, o objetivo técnico é orientar escolhas com base em critérios mensuráveis, evitando decisões apenas “por cor” ou “por moda”. Uma pedra pode ser linda e, ainda assim, inadequada para área molhada; outra pode ser perfeita para piscina, mas exigir controle de acabamento para não gerar risco de escorregamento. E há, ainda, o aspecto ambiental: quando a extração e o beneficiamento seguem boas práticas, a rocha natural se destaca como solução eco-friendly pela sua vida útil longa, baixa necessidade de substituição e potencial de reaproveitamento.
Este artigo organiza, em linguagem técnica e aplicável, como avaliar pedras decorativas, como relacionar suas características geológicas ao desempenho em obra e como reduzir patologias comuns do mercado.
Contexto histórico ou técnico
O uso de pedra natural acompanha a engenharia desde civilizações antigas, porque rochas fornecem massa, resistência e estabilidade em ambientes externos. A evolução do conhecimento técnico trouxe algo essencial: a noção de que “pedra” não é um material único. Granitos, quartzitos, ardósias, calcários metamorfizados e esteatitos têm mineralogias, porosidades e comportamentos distintos.
Na prática contemporânea, a especificação de rochas ornamentais se apoia em três eixos:
Geologia aplicada (origem, estrutura, anisotropia, presença de descontinuidades)
Ensaios e parâmetros físicos (absorção, densidade, resistência, abrasão, aderência)
Condições de uso (clima, tráfego, umidade, produtos químicos, manutenção)
Quando esses três eixos se alinham, a pedra cumpre sua função por décadas com baixa intervenção. Quando não se alinham, surgem manifestações patológicas: manchamento, desplacamento, fissuração, desgaste prematuro ou escorregamento.
Aplicações arquitetônicas
As pedras decorativas podem ser aplicadas com alto desempenho em diversos cenários, desde que o tipo de rocha e o acabamento superficial correspondam ao uso.
Áreas externas e circulação intensa
Calçadas, pátios, rampas e acessos exigem resistência ao desgaste e coeficiente de atrito adequado. Acabamentos rústicos, flameados, apicoados ou com textura controlada tendem a ser mais seguros do que superfícies polidas em áreas molhadas.
Piscinas e áreas de lazer
Aqui, além do atrito, entram conforto térmico, estabilidade e baixa absorção. A escolha deve considerar absorção de água, possibilidade de manchas e compatibilidade com produtos de limpeza usuais do ambiente.
Fachadas e muros
Em fachadas, a rocha opera sob ciclos térmicos e exposição solar. É essencial avaliar estabilidade dimensional, tendência a desplacamento em placas delgadas e o tipo de fixação (aderida, ventilada, grampos, inserts).
Interiores residenciais e comerciais
Em interiores, a pedra entrega estética e resistência, mas ainda exige atenção a: abrasão, risco de escorregamento em cozinhas/banheiros e compatibilidade com produtos de limpeza.
Paisagismo e obras especiais
No paisagismo, o desempenho depende do suporte (base), drenagem e granularidade do ambiente. Pedras para caminhos, contenções e muros devem ser especificadas pensando em durabilidade e acomodação.
Para conhecer o portfólio e categorias de pedras naturais da Stone Casa, consulte:
https://www.stonecasa.com.br/produtos
O Que É a CODEMGE?
A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE) é uma empresa pública dedicada ao desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais. Por meio de investimentos em tecnologia e exploração mineral sustentável, a CODEMGE contribui diretamente para a qualidade das pedras comercializadas pela Stone Casa, fornecendo dados geológicos que asseguram a extração consciente e de alto padrão.
O Que É a UFMG?
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é uma das mais respeitadas instituições de ensino e pesquisa do Brasil. Com avanços significativos em diversas áreas, incluindo geologia, a UFMG, por meio do Centro de Pesquisa Professor Manoel Teixeira da Costa, colabora com a Stone Casa para garantir o rigor científico na seleção e processamento de nossas pedras sustentáveis.
Especificações técnicas
A especificação técnica de pedra decorativa deve começar por parâmetros objetivos.
Absorção de água
Indica a tendência da rocha a absorver umidade e, com isso, aumentar risco de manchas, eflorescência, escurecimento e degradação por ciclos de molhagem/secagem. Em áreas externas e molhadas, baixa absorção é desejável.
Densidade
A densidade se relaciona com compacidade e, muitas vezes, com menor porosidade. Rochas mais densas tendem a apresentar maior estabilidade e resistência ao desgaste, embora a correlação não seja absoluta.
Resistência
Aqui entram resistência à compressão, flexão e impacto, dependendo do formato (placa, ladrilho, peça irregular). Placas delgadas em fachadas, por exemplo, exigem atenção especial à resistência à flexão e ao sistema de fixação.
Coeficiente de atrito
Fundamental em pisos molhados, rampas e piscinas. O acabamento superficial e a textura controlam a aderência. O ponto-chave é especificar o acabamento certo para o uso, evitando superfícies lisas onde há risco de escorregamento.
Durabilidade
A durabilidade é a soma de mineralogia, porosidade, resistência e adequação ao ambiente. Pedra “boa” é a pedra certa no lugar certo, com instalação correta e manutenção compatível.
Espessura recomendada
A espessura depende do tipo de aplicação e do formato. Pedras em pisos externos podem exigir espessuras maiores do que revestimentos internos, e peças em áreas de tráfego intenso precisam de maior robustez.
Tipo de aplicação
A pedra pode ser aplicada por assentamento aderido, argamassa colante, sistema de fachada ventilada, grampos, inserts ou uso solto em paisagismo. O erro mais comum é “copiar” o método de um material para outro sem adaptar ao comportamento da rocha.
Problemas comuns do mercado
A maior parte das falhas em pedra decorativa não nasce da rocha em si, mas de especificação incompleta e execução sem critérios.
1) Escolha baseada apenas em estética
Quando a decisão ignora absorção, atrito e resistência, a obra pode apresentar escorregamento, manchas ou desgaste rápido.
2) Acabamento inadequado para área molhada
Polimento e superfícies muito lisas em bordas de piscina e rampas aumentam risco. O correto é definir acabamento de acordo com o coeficiente de atrito necessário.
3) Assentamento e base fora de padrão
Base mal drenada ou sem regularização adequada cria pontos de tensão e infiltrações. Em áreas externas, drenagem e caimento são tão importantes quanto a pedra.
4) Espessura insuficiente
Peças delgadas em pisos externos ou tráfego intenso têm maior chance de fratura ou destacamento.
5) Manchas por produtos químicos e manutenção incorreta
Algumas rochas são sensíveis a agentes ácidos. O correto é orientar limpeza e manutenção com produtos compatíveis e rotina preventiva.
6) Falta de padronização de lote
Em projetos grandes, variações de tonalidade e textura podem gerar percepção de “desuniformidade”. Por isso, é essencial controle de seleção e planejamento de paginação.
Como escolher corretamente
Um processo simples (e técnico) para escolha de pedras decorativas pode seguir este roteiro:
Defina o uso: piscina, fachada, piso interno, piso externo, muro, paisagismo.
Mapeie as condições: umidade, sol, tráfego, produtos químicos, clima.
Selecione a família de rochas: quartzitos, ardósias, esteatitos, calcários metamorfizados etc.
Escolha o acabamento com foco em coeficiente de atrito e estética.
Defina espessura recomendada e formato conforme o esforço esperado.
Planeje aplicação: aderida, ventilada, solta, grampeada.
Padronize lote e paginação para consistência visual.
Oriente manutenção desde o memorial descritivo.
Exemplos práticos (por tipo de pedra)
Ardósia (rocha metamórfica): ótima para revestimentos e pisos com acabamento adequado; atenção ao tipo de aplicação e ao ambiente para manter performance e estética.
Quartzitos (ex.: Pedra São Tomé, Pedra Madeira): muito usados em áreas externas; costumam apresentar boa resistência e estabilidade quando corretamente especificados.
Pedra Sabão (esteatito): excelente em aplicações térmicas e elementos decorativos; importante considerar tipo de uso, acabamento e manutenção para manter o aspecto.
Pedras para calçamento (ex.: Miracema): foco em resistência ao desgaste e atrito, com base bem executada.
Sustentabilidade
A rocha natural pode ser uma solução eco-friendly por quatro razões principais:
Vida útil longa: reduz substituição e descarte ao longo das décadas.
Baixo processamento (comparado a materiais que exigem queima, resinas ou etapas químicas complexas).
Potencial de reaproveitamento: peças podem ser reutilizadas em novas composições.
Manutenção reduzida quando especificada corretamente.
Sustentabilidade real, no entanto, depende de rastreabilidade, boas práticas ambientais e operação responsável. Em termos práticos, isso significa: planejamento de extração, controle de resíduos, reabilitação de áreas e logística organizada — pontos que precisam estar alinhados ao projeto e ao fornecedor.
Tendências
O mercado de arquitetura e paisagismo tem reforçado algumas direções claras:
Materiais naturais autênticos em oposição a superfícies artificiais.
Texturas minerais e paletas sóbrias (cinzas, grafites, tons terrosos).
Acabamentos de segurança (alto atrito) para piscinas e áreas externas.
Fachadas com pedra em linguagem contemporânea, incluindo soluções técnicas mais robustas.
Projetos resilientes ao clima, valorizando materiais de alta durabilidade e baixa manutenção.
Também cresce o interesse por conteúdos técnicos (memoriais, especificações, detalhes construtivos), porque o mercado exige previsibilidade: custo de manutenção, desempenho em uso e consistência de lote.
Conclusão
Pedras decorativas são materiais de engenharia e de arquitetura ao mesmo tempo: entregam estética e performance, mas exigem especificação técnica. Ao considerar absorção, densidade, resistência, coeficiente de atrito, durabilidade, espessura recomendada e tipo de aplicação, o projetista reduz riscos e aumenta o ciclo de vida da obra.
O resultado é uma solução durável, elegante e coerente com a arquitetura contemporânea — especialmente quando alinhada a práticas responsáveis de extração e beneficiamento, reforçando o caráter eco-friendly da escolha por pedra natural.
Para explorar opções e categorias disponíveis, acesse:
https://www.stonecasa.com.br/produtos
FAQ com 10 perguntas
Pedra natural é sempre melhor que porcelanato?
Não existe “sempre”. Pedra é superior em durabilidade e autenticidade em muitos usos, mas a escolha depende do ambiente e especificação.Como evitar escorregamento em áreas molhadas?
Definindo acabamento com coeficiente de atrito adequado e detalhando drenagem/caimento.Absorção alta é um problema?
Pode ser, especialmente em áreas externas e úmidas, por risco de manchas e degradação superficial.Densidade indica qualidade?
Ajuda como indício de compacidade, mas não substitui avaliação de uso, acabamento e aplicação.Qual espessura recomendada para piso externo?
Depende da rocha, do formato e do tráfego. Em geral, aplicações externas pedem maior robustez.Pedras mancham com facilidade?
Algumas são mais sensíveis a químicos e umidade. A solução é especificação correta e manutenção compatível.Posso usar pedra polida em piscina?
Não é recomendado por segurança. Prefira acabamentos com maior atrito.Pedra natural precisa de manutenção?
Sim, porém tende a ser baixa quando a pedra é adequada ao uso e a instalação é correta.Como garantir padronização de tonalidade?
Planejando lote e paginação, com seleção e organização na aplicação.Por que o tipo de aplicação importa tanto?
Porque cada sistema (aderido, ventilado, solto) impõe esforços e requisitos diferentes para a rocha.
Sobre a Autora
Autora:
Vitória Vargas
CEO da Stone Casa
Especialista em pedras naturais decorativas
Contato Stone Casa
Stone Casa
WhatsApp: +55 31 9 7162 9244
Site: https://www.stonecasa.com.br
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